O koan é uma maneira utilizada desde a antiguidade pelos mestres orientais para transmitir seus ensinamentos aos seus discípulos, visando abrir os olhos do indivíduo à sua própria consciência. Um dos primeiros koans de que se tem conhecimento nos indaga “Qual a imagem do seu rosto antes de nascer?” “Você consegue vê-la?”. Essa indagação se propõe a exercitar a mente, a buscar a resposta. Ao aceitar o koan, passamos a questionar tudo o que até então aceitáramos como impossibilidade lógica, como verdade absoluta, e passamos a compreender que a maneira pela qual enxergamos as coisas ao nosso redor nem sempre é correta ou única.

O koan força o indivíduo a assumir uma atitude inquisitória até praticamente chegar à beira de um precipício mental. Propõe colocar a mente em um estado de total esforço até encontrar a resposta. Ao abandonar a racionalidade, transformamos-nos na própria questão, tornando-nos capazes de ver a nítida imagem da “face original”.

Em outro koan, o mestre mostra uma só das mãos e propõe aos seus discípulos que escutem o ruído produzido. Analogamente, a lógica só nos permite ouvir o som quando batemos as duas mãos, uma na outra. Como seria possível ouvir algum som provindo de uma só mão?

Mais uma vez, o objetivo é contrapor a racionalidade, construída nas bases da lógica e do cientificismo. Tal desmoronamento é o primeiro passo em direção à construção de uma nova ordem mental.

O koan é apenas um ponto de partida, que nos fornece o impulso inicial a caminho da conscientização. Seja a partir de uma imagem ou de um som, a finalidade é a mesma. Abrir a mente e nela encontrar verdadeiros tesouros.

11 de setembro de 2008

A história do fogo

Havia uma vez, um homem que estava contemplando as diversas formas com que a natureza opera e que descobriu, em conseqüência de sua concentração e aplicação, […]
4 de setembro de 2008

O dedo de Gutei

Gutei levantava o seu dedo sempre que lhe faziam uma pergunta sobre o Zen. Um menino assistente começou a imitá-lo nesse gesto. Quando alguém lhe perguntava […]
28 de agosto de 2008

A raposa de Hyakujo

Certa vez, quando Hyakujo deu algumas conferências sobre o Zen, um homem idoso compareceu a elas, sem que os monges o vissem. No final da palestra, […]
21 de agosto de 2008

O cachorro de Joshu

Um monge perguntou a Joshu, um mestre Zen chinês: “Um cachorro possui ou não a natureza de Buda?” Joshu respondeu: “Mu”. [Mu é o símbolo negativo […]
7 de agosto de 2008

Solucionando o Koan

Um discípulo que enfrentava dificuldades com o Koan que seu mestre lhe dera, procurou-o perguntando como fazer. O mestre respondeu: “pense com a barriga”
24 de julho de 2008

Koan e a Saúde

Koan significa literalmente documento público (ko – documento; an – público/lei). Tem sido utilizado para designar uma anedota ou uma afirmação ou indagação feita por um […]